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A conjuração baiana, ou, também conhecida como a revolta dos alfaiates,que foi num movimento que aconteceu no século XVIII, em que a capitania baiana queria se ‘separar’ do Brasil.
A Conjuração Baiana
Bandeira da Conjuração Baiana,as cores da bandeira, são as mesmas da Bahia hoje.
Executados
João de Deus Nascimento
Alfaiate
Lucas Dantas do Amorim Torres
Luís Gonzaga das Virgens
Soldado
Antes de tudo é bom esclarecer que, a capitania baiana estava passando por um período de crises políticas, e de acordo com a enciclopédia on-line Wikipédia; “A capital fervilhava com queixas contra o governo, que elevava os preços das mercadorias essenciais, causando falta de alimento para o povo.” Com isso, todos acabaram “encantados” com o exemplo da independência dos Estados Unidos e com as idéias iluministas, republicanas e emancipacionistas que ‘bombavam’ na época. No meio de toda essa crise surgiu a “Academia de Renascidos” uma associação que discutia as idéias iluministas e os problemas sociais que afetavam a população. Essa associação foi criada pela loja maçônica “Cavalheiros da luz”. A conspiração para o movimento surgiu nas reuniões da academia de renascidos, e contou com a ajuda de pequenos comerciantes, alfaiates, soldados, artesãos, negros libertos e mulatos. A participação da ‘Academia de Renascidos’ e dos ‘Cavalheiros da Luz’ de acordo com o site ‘Portal de São Francisco’ ofereceu grande ajuda para a revolta, mas de acordo com o site ‘Mundo e Educação’ teve pequena participação: “Podemos dizer que a participação dos Cavaleiros da Luz foi relativamente limitada. Muitos de seus integrantes não concordavam nas discussões de cunho social, como no caso da abolição da escravidão. Paralelamente, seus participantes distribuíam panfletos convocando a população a se posicionar contra o domínio de Portugal. Com a delação do movimento, seus representantes foram presos pelas autoridades coloniais.” Entre as lideranças do movimento, se destacaram os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira,que tinha só 18 anos de idade, além dos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens, todos mulatos. Um outro destaque desse movimento foi a participação de mulheres negras, como as forras Ana Romana e Domingas Maria do Nascimento. A Revolta dos Alfaiates foi muito influenciada também pela Revolução Francesa, quando os jacobinos liderados por Robespierre conseguiram importantes avanços sociais beneficiando as camadas populares, como o sufrágio universal, ensino gratuito e abolição da escravidão nas colônias francesas. Essas conquistas influenciaram outros movimentos de independência na América Latina, acompanhada de liberdade no comércio, do fim dos privilégios políticos e sociais, da punição aos membros do clero contrários à liberdade e do aumento do soldo dos militares. Governava a Bahia nessa época D. Fernando José de Portugal e Castro, que encarregou o coronel Alexandre Teotônio de Souza de surpreender os revoltosos. Com as delações, os principais líderes foram presos e o movimento, que não chegou a se realizar, foi totalmente desarticulado.
Durante a fase de repressão, centenas de pessoas foram denunciadas; militares, clérigos, funcionários públicos e pessoas de todas as classes sociais. Dessas, quarenta e nove foram detidas, a maioria tendo procurado demonstrar inocência. Finalmente, no dia 8 de Novembro de 1799, procedeu-se à execução dos condenados à pena capital, por enforcamento, na seguinte ordem: -soldado Lucas Dantas do Amorim Torres; -aprendiz de alfaiate Manuel Faustino dos Santos Lira; -soldado Luís Gonzaga das Virgens; e -mestre alfaiate João de Deus Nascimento. O quinto condenado à pena capital, o ourives Luís Pires, fugitivo, jamais foi localizado. Ainda como sentença, todos tiveram os seus nomes e memórias "malditos" até à terceira geração. Os ‘restos’ dos corpos dos executados foram expostos da seguinte forma: -a cabeça de Lucas Dantas ficou espetada no Campo do Dique do Desterro; -a de Manuel Faustino, no Cruzeiro de São Francisco; -a de João de Deus, na Rua Direita do Palácio (atual Rua Chile); e -a cabeça e as mãos de Luís Gonzaga ficaram pregadas na forca, levantada na Praça da Piedade. Esses despojos ficaram à vista, para exemplo da população, por cinco dias, e foram recolhidos no dia 13 pela Santa Casa de Misericórdia (instituição responsável pelos cemitérios à época do Brasil Colônia), que os fez sepultar em local desconhecido. Os demais envolvidos foram condenados à pena de degredo, agravada com a determinação de ser sofrido na costa Ocidental da África, fora dos domínios de Portugal, o que equivalia à morte. Foram eles: -José de Freitas Sacota e Romão Pinheiro, deixados em Acará, sob domínio holandês; -Manuel de Santana em Aquito, então domínio dinamarquês; -Inácio da Silva Pimentel, no Castelo da Mina, sob domínio holandês; -Luís de França Pires em Cabo Corso; -José Félix da Costa em Fortaleza do Moura; -José do Sacramento em Comenda, sob domínio inglês. Cada um recebeu publicamente 500 chibatadas no Pelourinho, à época no Terreiro de Jesus, e foram depois conduzidos para assistir a execução dos sentenciados à pena capital. A estes degredados acrescentavam-se os nomes de: -Pedro Leão de Aguilar Pantoja degredado no Presídio de Benguela por 10 anos; -o escravo Cosme Damião Pereira Bastos, degredado por cinco anos em Angola; -os escravos Inácio Pires e Manuel José de Vera Cruz, condenados a 500 chibatadas, ficando seus senhores obrigados a vendê-los para fora da Capitania da Bahia; -José Raimundo Barata de Almeida, degredado para a ilha de Fernando de Noronha; -os tenentes Hermógenes Francisco de Aguilar Pantoja e José Gomes de Oliveira Borges, permaneceram detidos por seis meses em Salvador; -Cipriano Barata, detido a 19 de Setembro de 1798, solto em Janeiro de 1800.
Punições