Skip to main content
Like
Create new Glog
previous
next
Email share
130 views | 1 likes | 0 reposts
Ah Deixem-me Dormir! Olá, bom velho! é aqui o Hotel da Cova, Tens algum quarto ainda para alugar? Simples que seja, basta-me uma alcova... (Como eu estou molhado! é de chorar...)
Antonio Pereira Nobre
VIDA E MORTE... Nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867 e a sua morte foi devida à tuberculose pulmonar, doença que o obriga a ocupar o resto dos seus dias em viagens entre Suíça, Madeira, passando por New York, pelos arredores de Lisboa e pela casa da família no Seixo, procurando em vão na mudança de clima o remédio para o seu mal. Faleceu na Foz do Douro, a 18 de Março de 1900, com apenas 33 anos de idade, em casa de seu irmão Augusto Nobre.Deixando inédita a maioria da sua obra poética. Apesar da morte prematura, e de só ter publicado em vida uma obra, a colectânea Só, António Nobre influenciou os grandes nomes tais como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro deixando uma marca indelével na literatura e tendo como influência para os seus poemas os autores: Almeida Garrett e Júlio Dinis. Passou a sua infância em Trás-os-Montes e na Póvoa de Varzim. Inscreveu-se numa escola de coimbra para tirar um curso mas, reprovou por duas vezes logo,optou então por partir em 1890, para Paris, onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas licenciando-se em Ciências Políticas no ano de 1895. Foi em Paris que contactou com Eça de Queirós e escreveu a maior parte dos poemas que viriam a constituir a colectânea Só, que publicaria naquela cidade em 1892.
Único livro publicado em vida, Só (Paris1892). Declara-se que é o livro mais triste que há em Portugal. O livro de poesia Só, que seria a sua única obra publicada em vida, constitui um dos marcos da poesia portuguesa do século XIX. Esta obra seria, ainda em sua vida, reeditada em Lisboa, com variantes, lançando definitivamente o poeta no meio cultural português. Apesar disso, e de ser real o sentimento de tristeza que quer transmitir em toda a sua obra, ela aparece marcada pela memória de uma infância feliz no norte de Portugal e pelo relembrar das paisagens e das gentes que conheceu no Douro interior e no litoral .Este sentimento, só aparentemente resultado da sua ida para Paris, estará presente em toda a sua obra, mesmo naquela que foi escrita após o seu regresso a Portugal. Embora a tuberculose pulmonar apenas se tenha manifestado depois de publicada a primeira edição do livro, as leituras pretendem ver os poemas de Só à luz daquela doença, em toda a obra de António Nobre está presente a procura de um regresso a um passado feliz, que transfigura a realidade, poetizando-a e aproximando-a da intimidade do poeta. Na sua obra poética, ele procurou recuperar um português ligado à vida dos simples.Nessa tentativa assume uma atitude romântica que marcou profundamente a literatura portuguesa .Esta proximidade e admiração a Almeida Garrett são confessadas pelo próprio autor no poema intitulado significativamente Viagens na minha terra: «Ora, às ocultas, eu trazia no seio, um livro e lia, lia Garrett da minha paixão»
Obras publicadas: Em vida, publicou apenas a colectânea Só. Deixou contudo um conjunto de inéditos, que foram publicados posteriormente. É a seguinte a bibliografia activa mais relevante de António Nobre: •Só, Léon Vanier Editeur, Paris, 1892; •Guillard, Aillaud e Cª, Lisboa, 1898; •Despedidas (1895 - 1899), Porto, 1902; •Primeiros versos (1882-1889), Porto, 1921; •Cartas Inéditas de António Nobre, 1934; •Cartas e Bilhetes Postais a Justino Montalvão, 1956; •Correspondência, Lisboa, 1967; Lisboa, 1982. •Correspondência com Cândida Ramos Porto, 1982.