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EU mãe de mim mesma: Dançando as cadeiras.
Dança das Cadeiras 15o. Encontro
Paz de criança dormindo
Parabéns pra você!
Acolhimento: Encontro mãe e filha
Brincando com a bola: Imaginação de criança
Dança das Cadeiras – O Feminino Nosso de Cada Dia! Décimo Quinto Encontro: “Eu e Minhas Mães” Um Agradecimento: Maria Teresa G. P. Peixoto “Eu quero uma licença de dormir, Perdão pra descansar horas a fio, sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho. Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies, A graça de um estado. Semente. Muito mais que raízes.” Exausto- Adélia Prado. Este poema chegou às minhas mãos logo após este nosso encontro. E ao ler senti profundamente a paz, que ao longo da nossa trajetória de vida, sonhamos e buscamos viver. Identifico neste poema a “paz de criança dormindo”, a paz que encontramos quando, chegada a hora de dormir, um beijo de boa noite se estendia a um breve soninho e à constatação de que aquela cama, a cama da mamãe era a melhor cama do mundo. Ali, acolhidas e aconchegadas, nada de mal nos aconteceria. Proteção total. Segurança total. Naquele amparo nos entregávamos plenamente a mais uma noite de sono. Ali nos aquietávamos e descansávamos. Seja na fantasia ou no desejo, tendo vivido ou não esses momentos, sabemos, visceralmente, da sua existência. Todas nós, de alguma forma, temos esses registros na nossa memória. Uma memória do que foi um dia, do que poderia ter sido, do que nunca foi. Não importa. Esta informação é ancestral. É instinto. É de e para sempre. “Eu e Minhas Mães” foi mais um passinho, bem pequenininho, na busca desse resgate maternal. Na busca da retomada do sentimento materno. Não é o resgate da mamãe que nos alimentava, mas um resgate do “confortável” dentro de nós. Um conforto que vem do nosso coração. Um conforto que vem do “se querer bem”. Um conforto que vem da alma, do auto-amor e do olhar da aceitação, da compreensão e do perdão. “Eu quero uma licença de dormir”. Eu quero uma licença de sonhar. Eu quero uma licença de estar. Eu quero uma licença de, confortavelmente, ser...Eu. Obrigada meninas, meninas mães, meninas filhas, por fazerem parte dessa roda – a roda da “Dança das Cadeiras”. Obrigada meninas pela oportunidade que vocês estão me proporcionando para também entrar na roda.
Obrigada!